Aleitamento Artificial

Aleitamento Artificial
rcia Amar
Especialista e Mestre em Odontopediatria

Responsável pelo curso de Odontologia para Bebês do Hospital Santa Catarina em São Paulo

 

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Jardim América
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Márcia Amar
Maria Salete Nahás Corrêa

“Aquilo que se faz por amor parece ir sempre além dos limites do bem e do mal.”
Friedrich Nietzsche

Achados arqueológicos mostram que a substituição do aleitamento materno tem sido realizada há centenas de anos atrás. Cuias, xícaras com abas, bicos tipo bule e mamadeiras existem desde épocas imemoriais. Historicamente o aleitamento materno era substituído pelo artificial quando a mãe morria ou ficava muito debilitada impedindo-a de amamentar. (1,2)

Utilizava-se como substituto para o leite materno, o leite de vaca ou de cabra. Também realizava-se a suplementação com alimentos sólidos, uma pasta, misturando-se pão ou farinha com leite ou água.

Estudos históricos e culturais revelam que o aumento do aleitamento artificial resultou em aumento da taxa de mortalidade de recém-nascidos, chegando em 50% a 90%, naquela época, principalmente quando os níveis de higiene eram inadequados.

Durante a Revolução Industrial o aleitamento artificial começou a ficar popular na Inglaterra devido  às mulheres terem que deixar seus filhos para trabalharem nas fábricas.

O primeiro leite produzido cientificamente para substituir o materno foi desenvolvido por um químico alemão em 1867. Assim, a popularidade do aleitamento artificial aumentou ainda mais e o leite formulado era vendido como sendo nutritivo, seguro  e de fácil preparação, sem a necessidade de ser refrigerado.

A partir do século XIX as mamadeiras de vidro com bico de borracha começaram a ser fabricadas em escala industrial permanecendo como principal alternativa para o aleitamento artificial, principalmente nos países ocidentais(2).

Atualmente, o aleitamento artificial ainda é muito utilizado pelas mães ou por sua própria escolha ou por impossibilidade de saúde.

O leite materno é a alimentação ideal para o recém-nascido porque além de nutrir e fornecer anticorpos contra diversas moléstias, o ato de amamentar transmite o sentimento de amor, carinho, aconchego, criando um vínculo afetivo e de segurança entre o filho e a mãe.   Apenas na impossibilidade da realização do aleitamento natural, passam os métodos artificiais a ser a forma eleita para alimentar o bebê neste período.

O aleitamento artificial só deve ser adotado quando da total impossibilidade do aleitamento natural, em casos de indicação estrita e não, de forma aleatória(3), pois nada é melhor para a criança, com raras exceções.   A principal função do aleitamento artificial é proporcionar um método seguro de alimentar bebês de baixo peso ao nascer e pré-termos até que eles estejam fortes o suficiente para mamar exclusivamente no peito(4,5).

Se, por qualquer motivo, a amamentação for inviável, lança-se mão dos métodos artificiais, tentando seguir o mais de perto possível as posturas adotadas para o método natural.

Pelo exposto, é de suma importância que tanto o aleitamento natural quanto o artificial, quando indicado, constituam-se em ato de prazeroso para a mãe e para o filho, que a atenção esteja totalmente voltada para a criança, mantendo, sempre que possível, contato físico com o calor da pele, promovendo situação de plena harmonia entre ambos.

O que se tem observado é que atualmente a mulher dedica-se simultaneamente a atividades profissionais e domésticas dispondo, portanto, de menos tempo para estar com a criança.   Para minimizar este problema, a mãe opta pelo aleitamento artificial para evitar entrar em conflito com suas responsabilidades e compromissos profissionais(6).

De acordo com os resultados obtidos por Praetzel e cols.(7), em 2002, dos 82 bebês que participaram da amostra para seu trabalho, apenas 37% deles eram aleitados exclusivamente ao peito, 40% tinham aleitamento misto (peito e mamadeira) e 23% fazia uso exclusivamente de mamadeira, o que nos dá uma idéia do grande número de bebês que são aleitados, atualmente, de forma artificial.

França e cols(8) , em pesquisa realizada no Brasil, Porto Alegre,  relataram que a mamadeira foi bastante utilizada no primeiro mês de vida do bebê, principalmente, em crianças com mães adolescentes e com trauma mamilar, e bebês que faziam uso de chupeta, influenciando negativamente na técnica de amamentação.

Indica-se aleitamento artificial nos seguintes casos:

  1. Mãe portadora de doenças transmissíveis ou de enfermidade que a impossibilite de amamentar (6,9).

HIV e síndrome de imunodeficiência adquirida

As gestantes HIV positivas devem ser orientadas quanto ao risco de transmissão do HIV durante a gestação e a lactação e aconselhadas a não amamentar seus bebês.   Em pesquisas realizadas com mãe soro-positivas, pôde-se notar que muitas das crianças amamentadas ao peito foram infectadas pelo HIV;   daí a necessidade da indicação do aleitamento artificial com uso de fórmulas lácteas para reduzir consideravelmente a transmissão do vírus (10)

Vírus linfotrófico humano de células t (htlv 1 e 2)

A orientação é não amamentar se houver sorologia positiva. A infecção é epidêmica em partes do Brasil, Índias Orientais, África sub-Saara e sudoeste do Japão.  A transmissão é por contato sexual, contato com sangue ou hemoderivados, leite humano e, raramente, por transmissão transplacentária, casual ou contato doméstico.

 Hepatites

Quando o bebê apresentar hepatite aguda peri-parto ou pós-parto, deve-se suspender a amamentação (esgotar o leite e congelar para possível uso posterior) até que a causa da hepatite seja determinada, que o risco potencial de transmissão seja estimado e que medidas preventivas apropriadas para o recém-nascido sejam realizadas.

Citomegalovirus

Existe risco para prematuros ou imunodeficientes de transmissão do CMV através do leite materno.   Recém-nascidos prematuros CMV soronegativos não devem receber leite humano CMV positivo (de banco de leite ou da própria mãe).

Herpes Simplex

A infecção neonatal por exposição intra-uterina ou intra-parto pode ser grave ou  pode ser amamentado, mesmo que a mãe tenha infecção ativa, desde que não existam lesões herpéticas no seio.   Caso contrário, a amamentação deve ser interrompida até que a lesão desapareça.   São importantes a lavagem cuidadosa das mãos e o não contato direto com lesões ativas.

  1. Uso contínuo pela mãe de algum medicamento que, através do leite, possa prejudicar a criança.   Vale a pena relatar que crianças aleitadas ao peito por mães fumantes apresentavam concentração de cotinina (substância presente no tabaco) na urina dez vezes maior que aquelas que faziam uso de mamadeira (11)

 

  1. Bebê prematuro ou com algum problema que o obrigue a permanecer no hospital, perdendo contato direto com a mãe ou não sendo possível ser amamentado.   Nestes casos utiliza-se a sonda gástrica para alimentar a criança para não causar obstrução nasal do bebê, não interferindo com sua respiração.   O leite fornecido ao bebê, materno ou formulado, é injetado na sonda com auxílio de seringa sendo assim realizado o aleitamento(A).

 

De acordo com pesquisas realizadas tanto pela de área médica, quanto pela de enfermagem, a alimentação oral não pode ser iniciada com sucesso até que o bebê seja capaz de coordenar os reflexos de sucção, deglutição e respiração, o que normalmente ocorre entre a 32a e a 35a semana de gestação;  daí a indicação do uso de sondas para estes bebês(12,13).

Após este período, recomenda-se a troca da sonda gástrica pela naso-gástrica podendo ser iniciada a estimulação da alimentação por via oral.   Caso haja impossibilidade da mãe amamentar, faz-se uso da mamadeira (A,B)

Figuras 1A e 1B

Quando da impossibilidade da amamentação durante o início da vida, a utilização de sonda passa a ser indicada até ao momento em que o bebê puder ser aleitado naturalmente.

Outras formas alternativas estão sendo recomendadas atualmente, como o uso de copos pequenos para exercer esta função.   Neste caso o copinho é inclinado de forma que o leite somente toque os lábios do bebê.   Assim o bebê será estimulado a colocar a língua dentro do copinho de forma a alcançar o leite.   Aos poucos o bebê vai desenvolvendo o reflexo de sorver o leite, adaptando-se, mais e mais a este tipo de aleitamento(C) .

Em casos onde o recém-nascido esta sendo amamentado e precisa de suplemento de leite, o uso de copo para proceder ao aleitamento artificial é melhor que o uso de mamadeira uma vez que não haveria conflito entre os bicos pelo bebê(14).

Figura 2:

Alternativas para o aleitamento natural: copinho ou frasco desenvolvido com canaleta para facilitar o aleitamento atificial.

 

  1. Deformidades na cavidade bucal fazendo com que o bebê tenha dificuldade ou não consiga sugar o peito como, por exemplo, fenda palatal ou lábio leporino, Diante desta situação recomenda-se o uso de mamadeira como forma de aleitamento artificial(15).
  1. Necessidade de se intercalar amamentação e leite bovino ou fórmulas por ter a mãe que se ausentar;  indica-se o uso de copos especiais com bocal ou canudo para que a criança aprenda a sugar o alimento líquido.  Na impossibilidade de adquirir esse tipo especial de copo, os alimentos podem ser ministrados em copos comuns.

Figuras 3A e 3B: Diferentes copos existentes no mercado com várias formas e enfeites que auxiliam muito no período de aleitamento artificial ou na fase de substituição da mamadeira.

  1. Stress, depressão e desestimulação – devido ao cansaço, nervosismo e/ou ansiedade da mãe, o que a leva a uma situação de profundo desgaste não lhe permitindo amamentar(16).

A vantagem do aleitamento artificial é o de proporcionar desenvolvimento o mais adequado possível à criança quando o aleitamento natural não corresponder às suas necessidades.   A mamadeira, entre todos os meios artificiais, é o mais prático de ser utilizado sendo, por isso, o mais eleito para sua execução.

O uso contínuo da mamadeira, entretanto, tem suas desvantagens, tais como, interferência negativa sobre o desenvolvimento orofacial, alterações do desenvolvimento da cavidade bucal (dentição, palato e porção muscular)(17), maior probabilidade de desenvolvimento de cárie dentária, principalmente se a mamadeira for administrada à noite(18,19,20), além de poder ocorrer o vício de “chupetar” a mamadeira, o que atrasa o desenvolvimento emocional, gerando Infantilização(D, E) .

Quanto à posição em que se deve manter a criança ao ser aleitada, recomenda-se que fique semi-sentada, tendo a cabeça em plano superior ao restante do corpo evitando, assim, refluxo de líquido para a tuba auditiva, o que pode causar otite de repetição(D,E).   Esta posição faz, também, com que ela mame mais e tenha fome menos amiudadamente.

Figuras 4A e 4B:

Criança posicionada de forma correta, semi-sentada, com a cabeça posicionada em plano superior em relação ao restante de seu corpo.

Com a criança em posição deitada, além destes problemas não serem evitados, o líquido sugado fica retido na boca, principalmente na região ântero-superior, em contato com os dentes, o que possibilita o desenvolvimento de cárie, comprometendo todos os dentes superiores e dentes posteriores inferiores(21) caso tão específico que recebe o nome de “cárie de mamadeira”(18,19,22,23) .

Figuras 5A e 5B:

Posicionamento incorreto das crianças ao serem aleitadas artificialmente, podendo levar a ocorrência de otites de repetição, cárie e fome com mais freqüência

Outro cuidado que também se deve ter, relaciona-se ao tipo de bico usado na mamadeira. Ele deve ser anatômico, de borracha ou de silicone, e o orifício deve ficar voltado para cima na hora de alimentar o bebê, situando-se de encontro ao palato.   Este orifício deve ser pequeno pois, do contrário, permitirá o gotejamento passivo de líquido, o que é contra-indicado por levar o bebê a realizar deglutição atípica, alterando o movimento lingual para não se engasgar durante o aleitamento.

Nas primeiras semanas ou meses de vida, se houver necessidade de complementação de alimentação fazendo-se uso do aleitamento artificial, o leite variará de acordo com a aceitação e necessidade da criança, sendo dada preferência às fórmulas maternizadas(B) ou seja, aquelas que mais se aproximam do leite materno quanto ao teor de proteínas, vitaminas, gorduras e sais minerais.   As fórmulas variam muito entre si, tendo sido relatado diferença de desenvolvimento da criança de acordo com o tipo de fórmula eleita(24);  por isso a grande necessidade de haver acompanhamento pediátrico nesses casos.

Acima de 6 meses de idade, não havendo restrição por parte da criança, aconselha-se a introdução gradual do leite bovino tipo A ou, mesmo, de leite em pó integral.

Quando se fizer uso do leite em pó, deve-se tomar cuidado quando de seu preparo para que não haja alteração em sua formulação;  por outro lado, deve-se evitar o uso de adoçantes e de farinhas que servem como engrossantes,  uma vez que podem propiciar maior risco de desenvolvimento da atividade cariogênica(22) .

Entre as mamadas, quando recomendada administração de sucos de fruta natural, chá ou mesmo água, não adicionar açúcar.  Se houver necessidade de acrescentar adoçantes, deve-se fazê-lo com parcimônia.   Fraiz(25), observou que o primeiro contato do bebê com o açúcar é feito através da introdução na mamadeira de um destes tipos de adoçantes, o que vem propiciar o aparecimento da cárie.   Portanto, sempre que possível, deve-se fazer uso de água pura quando o intuito for o de saciar a sede da criança.

 

 

Figura 6: Introdução de açúcar com o uso de mamadeira pode trazer risco no desenvolvimento de cárie dental precocemente.

 

Quanto ao desmame, pediatras e odontopediatras recomendam que seja feito de forma gradativa e progressiva, retirando-se o aleitamento natural ou o artificial de acordo com as mudanças de hábito alimentar.   Evitar a introdução da mamadeira como meio de fornecer líquidos ao bebê, estimulando-o a utilizar copos, colheres e pratos específicos para esta idade, atraentes e bonitos e, se possível, que o bebê faça a refeição junto à família.

 

 

Figura 7:

Assim que a criança já possuir controle motor deve-se fazer uso de copos com bucal, de forma a condicionar a criança à ingestão de líquido.

 

Segundo os pediatras, o uso de mamadeira deveria ser eliminado, no máximo, aos 18 meses de idade, uma vez que seu uso prolongado só viria propiciar a aquisição de hábitos nocivos.   Já Shelton e Ferreti (26) recomendam que seja eliminada até os 12 meses.   Atualmente o uso de copos tem sido estimulado o mais cedo possível, de forma a substituir, ou até mesmo evitar, o uso da mamadeira;  tem-se observado boa aceitação do uso de copos por crianças com poucos meses de vida (C)

 

 

Figura 8:

Após ter domínio da ingestão de líquidos com o copo com bucal pode-se oferecer copos comuns para a criança ingerir líquido, não havendo necessidade desta em utilizar a mamadeira.

 

 

Quando a mamadeira for eleita como meio de aleitamento, deve-se recomendar sua retirada na mesma época do início do desmame, por volta dos seis meses de idade.   Ela só deve ser utilizada para substituir a amamentação, nos casos de impossibilidade.  Uma vez que aos seis meses começa-se a diminuir a freqüência de mamadas ao peito, deve-se seguir a mesma filosofia em relação à mamadeira, diminuindo progressivamente seu uso e substituindo-a por copos apropriados para que a criança não necessite mais da mamadeira para ingestão de líquidos.  Quanto mais cedo for feita a substituição da mamadeira, mais fácil será a retirada deste hábito, pois menor será a resistência oferecida pela criança.

 

 

 

Figura 9: Mamadeiras anguladas para diminuir entrada de ar durante a mamada podendo ter seu conteúdo de forma convencional ou descartável.

 

 

Figura 10: Mamadeira com válvula interna desenvolvida para diminuir entrada de ar durante a mamada evitando cólicas.

 

 

A mamada noturna é um dos principais fatores de desenvolvimento da cárie de aleitamento e por isto ela deve ser abolida precocemente(27) .   A retirada da mamadeira deve ser feita substituindo-se o leite por água. Assim, vai-se diminuindo gradativamente a quantidade de leite e substituindo-o por água de forma que, em período médio de 15 dias, a mamadeira só estará sendo servida com água e o hábito terá sido eliminado.

 

Em vista do exposto, o odontopediatra deve alertar a mãe sobre condutas errôneas que devem ser evitadas:

 

  1. Adoçar em excesso ou utilizar farinhas para espessar o leite

 

  • Aleitamento noturno freqüente, principalmente quando os elementos dentários estiverem presentes, por predispor ao aparecimento da cárie de aleitamento e por levar à aquisição do hábito de relacionar o sono com o uso da mamadeira.

 

  • Uso de bicos de mamadeira com orfícios largos ou aumentados para restringir o tempo da mamada.

 

  • Oferecimento de sopas, refrigerantes e outros líquidos em mamadeiras.

 

  • Uso da mamadeira como substituto da chupeta, o que leva a alterações das arcadas e propicia o desenvolvimento da cárie.

 

  1. Deixar que a criança tenha livre acesso à mamadeira.

 

  • Posição inadequada da criança ao ser alimentada, o que pode ocasionar aparecimento de otite e retenção de líquidos na cavidade bucal, favorecendo o desenvolvimento de cárie.

 

É importante frisar a necessidade de o aleitamento, seja ele natural ou artificial, ser feito com o bebê acordado para que o alimento oferecido seja totalmente deglutido.   Quando o bebê adormecer, deve-se retirar imediatamente o peito ou a mamadeira e promover a higiene da boca.   Se o bebê não tiver dentes, deve-se fazer uso de gaze embebida em soro fisiológico ou solução de higiene bucal específica para bebê, já existente no mercado;  caso apresente dentes, deve-se realizar a escovação dental com dentifrício específico para sua idade (28) .  Desta maneira, além de auxiliar a manutenção da saúde bucal, evitando atividade cariogênica, vai-se estar condicionando a criança à higienização bucal após a alimentação.

 

Em resumo, cabe aos médicos pediatras e aos odontopediatras esclarecerem às mães e aos pais(29) as vantagens da amamentação e do uso adequado dos diferentes métodos de aleitamento artificial, para que estes últimos possam dar suporte necessário às mães(27,30). Desta forma, a criança certamente terá menos prejuízos no tocante à saúde e a seu desenvolvimento como um todo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LEGENDA DE FOTOS

 

 

 

Figuras 1A e 1B:

Quando da impossibilidade da amamentação durante o início da vida, a utilização de sonda passa a ser indicada até ao momento em que o bebê puder ser aleitado naturalmente.

 

Figura 2:

Alternativas para o aleitamento natural: copinho ou frasco desenvolvido com canaleta para facilitar o aleitamento atificial.

 

Figura 3:

Diferentes copos existentes no mercado com várias formas e enfeites que auxiliam muito no período de aleitamento artificial ou na fase de substituição da mamadeira.

 

Figuras 4A e 4B:

Criança posicionada de forma correta, semi-sentada, com a cabeça posicionada em plano superior em relação ao restante de seu corpo.

 

Figuras 5A e 5B:

Posicionamento incorreto das crianças ao serem aleitadas artificialmente, podendo levar a ocorrência de otites de repetição, cárie e fome com mais freqüência.

 

Figura 6:

Introdução de açúcar com o uso de mamadeira pode trazer risco no desenvolvimento de cárie dental precocemente.

 

Figura 7:

Assim que a criança já possuir controle motor deve-se fazer uso de copos com bucal, de forma a condicionar a criança à ingestão de líquido.

 

Figura 8:

Após ter domínio da ingestão de líquidos com o copo com bucal pode-se oferecer copos comuns para a criança ingerir líquido, não havendo necessidade desta em utilizar a mamadeira.

 

Figura 9:

Mamadeiras anguladas para diminuir entrada de ar durante a mamada    podendo ter seu conteúdo de forma convencional ou descartável.

 

Figura 10: 

Mamadeira com válvula interna desenvolvida para diminuir entrada de ar durante a mamada evitando cólicas.

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

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Profissionais Pediatras Consultados

 

Dr. Agenor de Freitas –Médico neo-natalogista – Chefe do Banco de Leite do     Hospital Ipiranga

 

Dr. Celso Pereira Sustovich – Médico Pediatra

 

Dr. João Fazio J. – Responsável pela unidade de Terapia Intensiva Neonatal do      Hospital Santa Catarina, São Paulo.

 

Dra. Joseane S. Fernandes Borges – Médica Pediatra

 

Enfermeira Sueli Matsuda – Enfermeira encarregada do berçário e Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Santa Catarina

 

 

Agradecimentos especiais

 

Hospital Santa Catarina por ter cedido inúmeras e preciosas informações   devido à sua equipe multidisciplinar.

 

Márcia Giancoli – enfermeira pós graduada pela Escola Paulista de Medicina

 

Carla Caniatto – enfermeira pós graduada pela Escola Paulista de Medicina

 

Alexandra S. Schur por ceder suas filhas, Ariela e Daphne para ilustrar as fotos.

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